Beto Pandiani e Igor Bely chegaram a Port Vila, em Vanuatu, em mais uma etapa da Travessia do Pacífico, a bordo de um catamarã sem cabine. A parada não estava programada, mas foi necessária para a realização de reparos no barco, depois que a dupla enfrentou mar bravio, com ventos fortes e ondas grandes. A previsão é que Beto e Igor, que largaram em outubro do ano passado de Viña Del Mar, no Chile, completem a aventura em Bundaberg, na Austrália, em agosto.
O objetivo inicial dos velejadores era seguir direto para Île des Pins, na Nova Caledônia, que seria a última escala antes da chegada na Austrália. Mas uma quebra no parafuso da travessa frontal obrigou os dois a mudarem os planos.
O catamarã estava preso somente pelo cabo de spectra, e a qualquer momento tudo poderia ruir. Percebemos que não conseguiríamos chegar à Nova Caledônia, pois o mar estava forte e com vento contra. Mudamos a rota, diminuímos as velas, tiramos a buja e esperamos o pior, pois ainda faltavam mais de 100 milhas para chegar a Vanuatu. Estes foram os piores momentos da minha vida em um barco. Não corremos risco de vida, mas o Bye Bye Brasil escapou por muito pouco, comentou Pandiani.
Os velejadores chegaram a preparar os equipamentos de emergência, caso precisassem pedir resgate. Mas o barco resistiu às milhas restantes e a dupla, debaixo de um temporal, conseguiu chegar em segurança a Vanuatu.
Felizes e aliviados, conseguimos salvar o barco. Foi uma dupla felicidade, pois reencontrei minha mulher e a Maristela (da equipe de apoio), que chegaram na mesma hora. Cumprimos todas as burocracias e estacionamos o catamarã no Iate Clube. Agora temos um desafio enorme pela frente, que é consertar o barco e seguir viagem para a Austrália, disse Pandiani.
No total, os velejadores percorrerão 17.400 Km, em 10 meses de viagem. Beto e Igor fizeram escalas na Ilha de Páscoa, Mangareva, Fakarava, Taiti, Morea, Ilhas Cook e Tonga, conheceram as belezas naturais da região da Polinésia e tiveram contato com a cultura local.
Para ajudar os velejadores a superar as dificuldades, a aventura conta com uma equipe de apoio em terra, composta por Eduardo Teiman e Mauricio Pimentel (cinegrafistas), Pierre Larsnier (meteorologista, França) e Maristela Colucci (fotógrafa).
A Travessia do Pacífico tem o patrocínio máster de Semp Toshiba, com patrocínio de Mitsubishi Motors, Fnac, Yahoo! Brasil, Ferrari Stamoid, Red Bull e Mantecorp. Os apoios são da Rede Accor Hospitality, Santaconstancia, North Sails, BL3, Reebok Sports Club, Yacht Club de Ilhabela, Osklen, Sigg, Barracuda, Holos e Arycom.
Fonte: ZDL –João Pedro Nunes / www.boia1.com.br Foto: Igor Bely